O presidente norte-americano, Donald Trump, "continua a trabalhar com as autoridades ucranianas e russas para uma reunião bilateral" com o objetivo de "interromper a guerra", disse hoje à AFP um alto responsável da Casa Branca.

Donald Trump respondeu aos comentários feitos hoje pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que indicou que a inexistência de um encontro entre a Rússia e a Ucrânia revela que Trump foi enganado pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Se o encontro entre Vladimir Putin e o (presidente da Ucrânia) Volodymyr Zelensky não se realizar até segunda-feira, "creio que, mais uma vez, isso significará que o presidente Putin enganou o presidente Trump", disse o líder francês.

As declarações dos líderes vêm a propósito do bombardeamento russo a Kiev, na Ucrânia, na quinta-feira que provocou pelo menos 25 mortos, incluindo quatro crianças, e mais de 50 feridos, escreveu Zelensky na rede social X.

Os líderes europeus condenaram veementemente o bombardeamento de Kiev, afirmando que este demonstrava que a Rússia não estava verdadeiramente interessada em negociar o fim da guerra.

Paris e Berlim anunciaram hoje que vão fornecer mais defesas aéreas à Ucrânia, segundo um comunicado conjunto emitido após um encontro entre os líderes francês e alemão.

"Apesar dos intensos esforços diplomáticos, a Rússia não demonstra intenção de interromper a sua guerra de agressão contra a Ucrânia", sublinharam Paris e Berlim, na nota conjunta, após o encontro entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Toulon, no sul de França.

A alta-representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros considerou também hoje que o Presidente russo, Vladimir Putin, "está a gozar" com os esforços de paz, pedindo mais pressão político-económica sobre a Rússia.

Os ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos países da União Europeia estão entre hoje e sábado reunidos em Copenhaga para uma reunião informal, o que significa que impede decisões concretas, sendo uma encontro apenas de discussão política.

Os últimos desenvolvimentos da guerra na Ucrânia, nomeadamente a tentativa de mediação por parte dos Estados Unidos da América, e como reforçar o apoio à Ucrânia, são tópicos da discussão dos próximos dois dias.

Zelensky apelou hoje mais uma vez a "sanções fortes" contra a Rússia para a obrigar a parar os bombardeamentos e a pôr termo à guerra desencadeada pela invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022.