
Os recentes ataques com drones e mísseis da Rússia à Ucrânia, que resultaram em várias vítimas civis e danos em zonas residenciais, "colocam em dúvida a seriedade do desejo de paz" de Moscovo, advogaram hoje os Estados Unidos.
Numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU focada no último ataque russo, que envolveu quase 600 drones e mais de 30 mísseis balísticos e de cruzeiro, o diplomata norte-americano John Kelley questionou as alegadas intenções de Moscovo em prol da paz e exigiu que os ataques a áreas civis cessem imediatamente.
"A Rússia precisa de decidir agora caminhar em direção à paz. Os líderes da Rússia e da Ucrânia precisam de concordar em reunir-se bilateralmente", instou Kelley.
O diplomata recordou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou para a possibilidade de impor novas sanções económicas contra a Rússia, caso Moscovo optasse por continuar a guerra contra Kiev, "medidas essas que poderiam ter um impacto de longo alcance na prosperidade económica futura da Rússia".
"Os Estados Unidos apelam à Federação Russa para que evite estas consequências, cessando a violência e empenhando-se construtivamente em pôr fim à guerra", insistiu o representante de Washington na ONU.
A Rússia lançou 598 drones e 31 mísseis contra a Ucrânia num ataque noturno entre quarta e quinta-feira, de acordo com as autoridades ucranianas.