
“No decurso do relacionamento iniciado em 2019, o arguido maltratava física e psicologicamente a vítima, comportamentos que se intensificaram nos últimos dias, inclusive praticados na presença das filhas de ambos, com cinco e dois anos”, pode ler-se no comunicado publicado na página da Procuradoria-Geral Regional de Évora.
Segundo o que se sabe, os dois tinham uma uma empresa de maquinaria e exploração animal, no qual Joaquim chantageava a companheira dizendo que pararia de operar os tratores. O álcool e alegados ciúmes levavam depois às cenas de violência.
Uma testemunha revelou: “Numas festas da aldeia, quando a Tatiana tinha a filha mais velha pela mão, ele, completamente embriagado, deu-lhe um estalo”. Posteriormente, segundo também a TV7, deu-se o momento mais assustador e que levou Tatiana a recorrer à políci “Ela estava a preparar uma aldeia de Natal para as filhas, quando ele entra em casa, completamente alcoolizado, começou a ofendê-la e pegou fogo às coisas.” Mas não ficou por aí, Tatiana deslocou-se com a filha mais velha para o quarto mas foi seguida por Joaquim. A testemunha conta: “Ele atirou com uma beata para cima da cama e pegou fogo às franjas de uma manta que lá estava com a filha deles em cima da cama e começou a agredi-la.”
Após outro episódio com ameaças de morte, foi detido, a 27 de maio deste ano, com medidas de coação decretadas.