
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, negou hoje que se tivesse oposto à divulgação do número da matriz dos seus imóveis declarados à Entidade para a Transparência (EpT).
À saída da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide, Montenegro negou, assim, a notícia publicada pelo jornal Correio da Manhã, segundo a qual o primeiro-ministro se terá oposto "à divulgação do número da matriz dos seus imóveis e a Entidade para a Transparência aceitou".
"Casas e terrenos passam a estar fora do escrutínio público, afirma o jornal, acrescentando que "o primeiro-ministro não permite o acesso público ao número da matriz dos 55 imóveis que declarou à Entidade para a Transparência (EpT). Luís Montenegro apresentou à EpT um pedido de oposição à divulgação do número da matriz dos prédios, tendo a EpT deferido o pedido do chefe do Governo".
"Eu não me opus nada à divulgação da matriz" disse Luís Montenegro aos jornalistas.
Segundo o jornal, "a decisão de Montenegro estará relacionada com a preocupação da reserva da intimidade e da vida privada e com a segurança dos elementos da família".
"Não há receio nenhum. É um disparate dizer isso. É um disparate mesmo", afirmou o primeiro-ministro.
Segundo a legislação, "com fundamento em motivo atendível, designadamente interesses de terceiros ou salvaguarda da reserva da vida privada, o titular do cargo pode opor-se ao acesso parcelar ou integral aos elementos constantes da declaração de rendimento e património", cabendo à EpT tomar uma decisão.