
O enviado especial da ONU para o Iémen, Hans Grundberg, apelou para que o país árabe não se torne num campo de batalha e para que cessem os ataques, após as ações israelitas na quinta-feira em solo iemenita.
Desses ataques resultou a morte de altos funcionários do governo controlado pelos rebeldes xiitas huthis, incluindo o primeiro-ministro, Ahmed al-Rahawi.
O Iémen "não pode permitir-se tornar-se um campo de batalha para um conflito geopolítico mais amplo. Estes ataques devem cessar", disse o enviado num comunicado, no qual continuou a exortar todas as partes a utilizar "os canais diplomáticos disponíveis para reduzir a tensão".
Afirmando-se "profundamente preocupado com as mortes e ferimentos de civis nos recentes ataques israelitas", o representante exortou "todas as partes envolvidas a proteger os civis e as infraestruturas civis, em conformidade com as suas obrigações ao abrigo do direito internacional".
Os huthis anunciaram no sábado que o primeiro-ministro do governo insurgente com sede em Sana, Ahmed al-Rahawi, foi morto num ataque aéreo israelita ocorrido na quinta-feira passada, juntamente com outros membros do seu executivo, quando mantinham uma reunião de rotina para avaliar as suas atividades do último ano.
Posteriormente, o exército israelita precisou que nas instalações atacadas se encontravam "altos oficiais militares e outros altos funcionários do regime terrorista huthi" e que o primeiro-ministro foi morto "juntamente com outros altos oficiais huthi".
Informações dos serviços secretos e "um ciclo operacional rápido, que decorreu em poucas horas" tornaram possível o ataque, adiantou a mesma fonte.
Em reação aos ataques, os huthis prometeram vingar a morte de Ahmed al-Rahawi e anunciaram a nomeação de Mohammed Ahmad Mouftah como primeiro-ministro interino.