
Ainda na ressaca da humilhante eliminação da Taça da Liga frente ao Grimsby, do 4º escalão, o Manchester United de Ruben Amorim tem hoje um jogo crucial, que pode dar início à recuperação da equipa ou agravar ainda mais situação. Com a pressão a aumentar, o técnico português admitiu esta sexta-feira que já chegou a pensar em deixar os red devils, face à sucessão de maus resultados.
"Senti isso depois do jogo [com o Grimsby]. Agora já não sinto. Acho que essa é a parte mais difícil da derrota. Às vezes quero desistir, outras vezes quero ficar aqui por 20 anos. Às vezes, adoro estar com os meus jogadores, outras vezes não quero estar com eles", afirmou Amorim em conferência de imprensa.
"Eu sei que quando falo este tipo de coisas, a nível pessoal, é para ser sincero. Cada vez que tivermos uma derrota no futuro, daquele género, vou reagir assim. Vou dizer que, por vezes, odeio os meus jogadores, mas que, às vezes, também amo os meus jogadores e quero defendê-los. Essa é a minha maneira de fazer as coisas. Senti tudo isso naquele momento, em que estava muito frustrado e irritado", acrescentou.
Mas o técnico luso sublinhou também que não mudará. "Estou a tentar aceitar as coisas e posso garantir que serei quem eu sou. É por isso que tenho esta paixão. Naquele momento, fiquei muito chateado e muito dececionado. Senti que tínhamos feito uma pré-época muito boa e estávamos a jogar bem melhor, e depois...", adiantou ainda. "O lado bom é que agora temos o próximo jogo para elevar esse nível", concluiu.