
O piloto do helicóptero que caiu no ano passado no Rio Douro durante o combate aos incêndios vai contestar o relatório que foi conhecido na quinta-feira e que aponta algumas falhas humanas.
Não foi com grande surpresa que a defesa do piloto recebeu o relatório do Gabinete de prevenção e investigação de acidentes com aeronaves.
O advogado de Luís Filipe Rebelo diz que as conclusões são tendenciosas e parciais.
O relatório aponta como duas das causas do acidente de 30 de agosto a decisão do piloto na escolha da trajetória e o não cumprimento das altitudes mínimas de voo.
O piloto diz que a queda do helicóptero, que provocou a morte a cinco militares da GNR, teve uma falha técnica.
A defesa acha estranho que nenhum piloto de helicóptero de combate a incêndios tenha sido ouvido neste processo e que uma falha de manutenção encontrada não tenha sido levada em conta nas conclusões das causas do acidente.
Está já a ser preparada uma contestação a este relatório. A defesa pede acesso a todos destroços, nomeadamente ao painel de falhas para entregar a peritos independentes.