Neemias Queta ganhou a primeira bola do encontro entre Portugal e Turquia a Alperen Sengun e depois falhou um de dois lançamentos livres. 1-0: foi a primeira e última vez que Portugal esteve na frente do marcador. Alperen Sengun colocou a Turquia na frente e iniciou uma exibição de encher o olho – marcou 12 dos primeiros 14 pontos dos turcos.

Depressa se percebeu que, neste jogo, o rendimento ofensivo português estaria dependente da sua estrela, com Queta a ter influência direta nos primeiros nove pontos portugueses. Mas equilíbrio entre as equipas nunca houve. Travante Williams ainda fez o primeiro triplo do encontro aos oito minutos de jogo e colocava Portugal a perder por seis pontos (12-18).

A qualidade técnica turca rapidamente se sobressaiu e a seleção fugiu no final do 1.º período, altura e que ganhava por 22-13 e Portugal falhara 4 dos 16 lançamentos para dois e três pontos que tentara.

Ataque avassalador

Francisco Amarante e Rafael Lisboa ainda deram falsas esperanças a Portugal com dois triplos de seguida, mas Portugal esteve simplesmente assoberbado pelo poderio ofensivo turco. Neste jogo, fez-se sentir a diferença de 29 lugares no ranking mundial entre estas duas seleções.

E como se Portugal já não tivesse problemas de sobra, o selecionador turco, Ergin Ataman, colocou Omer Yurtseven em campo o jogador de 2,13 metros de altura deu um contributo importante a atacar e a defender.

Mário Gomes bem fazia apelos às tropas portuguesas nos time-outs. «Mover a bola, mover a bola», exclamava. Mas Portugal parecia ficar cada vez mais nervoso com o decorrer dos minutos e com o aumentar da desvantagem, que nunca teve travão.

Ao intervalo, os números contavam muito bem a história: Portugal e Turquia até estavam igualados em ressaltos, 16-16, mas os turcos tinham muitas mais assistências (15-8), roubos de bola, 9-3, é só tinham cometido 5 turnovers, contra os 14 portugueses, a partir dos quais a Turquia marcara 21 dos seus pontos.

A cereja no topo do bolo para a Turquia: marcou 29 pontos apenas no 2.º período. Nesta fase, um triplo de Vladyslav Voytso foi, de longe, um dos melhores lances de Portugal no encontro.

A velha Lei de Murphy

Para quem necessita de uma recordação a Lei de Murphy dita o seguinte: «Se algo pode correr mal, vai correr mal.» Portugal foi a sua mais recente vítima, neste jogo. Neemias Queta ainda remou um pouco contra o tsunami ofensivo que era a Turquia, marcou os primeiros sete pontos lusos após o intervalo, mas Portugal quase se ficou por aí e só somou mais três pontos até ao 4.º período.

Com a partida mais do que resolvida, ambas as seleções olharam para o futuro, geriram um pouco os esforços e o jogo ficou algo anárquico e baixou de ritmo. Neemias Queta descansou no banco de suplentes e a Turquia continuou a fugir no marcador.

Até final o selecionador Mário Gomes perdeu a paciência com a equipa de arbitragem e foi penalizado com duas faltas técnicas de seguida. O selecionador nacional teve, por isso, de se retirar da área técnica.

95-54 foi o resultado final, com Alperen Sengun a ser o maior destaque do encontro, com 20 pontos. Neemias Queta fez uma valente exibição, com 15 pontos e sete ressaltos.

Agora, Portugal já tem em mente os jogos que faltam neste Eurobasket: com a Letónia (1 de setembro) e com a Estónia (3 de setembro). O objetivo de passar aos oitavos de final ainda é alcançável e, como disse Mário Gomes antes do início do Europeu: «Tentar é uma obrigação.»

É isso que Portugal vai fazer: soma quatro pontos no Grupo A, os mesmos que Estónia e Letónia, precisamente s adversários que ainda tem pela frente. A Turquia chegou aos seis pontos e lidera o grupo, juntamente com a Sérvia. A Chéquia está no último lugar, só com derrotas.