Em Figueiró e Freixo da Serra, ela continua a correr abundante. Camilo sabe bem disso: cresceu junto à antiga fábrica de lanifícios na Ribeira do Freixo e conhece desde miúdo os sistemas tradicionais de regadio ainda hoje existentes. Mas muitos destes saberes e infraestruturas foram-se perdendo, e a autogestão da água está sob pressão.

A comunidade propõe voltar a juntar pessoas para limpar levadas, recuperar moinhos e até criar mini-hidroelétricas – para cuidar da água e preparar as aldeias para o futuro.

Este texto faz parte da série Histórias de 5 Estações Serranas, um projeto de encontros e conversas da Veredas da Estrela, onde a comunidade pensa o futuro do seu território na Serra da Estrela.