
Num surpreendente revés, Alex Márquez atravessa um período difícil no MotoGP, somando apenas um pódio nas últimas seis corridas depois de um início fulgurante em que subiu ao pódio em doze rondas consecutivas. O piloto da Gresini Ducati teve uma prestação desanimadora na Hungria, terminando em oitavo no Sprint e em 14.º no Grande Prémio, deixando fãs e analistas a questionar a sua trajetória.
Apesar das dificuldades recentes, no seu lado da garagem não há espaço para desespero. Com o irmão Marc a ampliar a liderança no campeonato para uns impressionantes 175 pontos, a luta pelo segundo lugar mantém-se em aberto. Alex detém uma confortável vantagem de 52 pontos sobre o bicampeão Francesco Bagnaia, enquanto Marco Bezzecchi, da Aprilia, está a 83 pontos. “Não precisamos de entrar em pânico, apenas fazer um pequeno reset e regressar,” declarou Alex de forma confiante, mostrando a sua determinação em recuperar terreno e reafirmar-se.
Depois de já ter saboreado vitórias esta temporada — no Grande Prémio de Espanha e no Sprint de Silverstone — Alex sublinhou a necessidade de recuperar a velocidade que lhe faltou no último fim de semana. “Tenho a certeza de que Barcelona é melhor para o nosso estilo de pilotagem, mas primeiro precisamos de recuperar um pouco da velocidade que talvez tenhamos perdido este fim de semana,” explicou. Isto após um período turbulento em que penalizações e incidentes comprometeram o seu ritmo.
“Precisamos de recuperar o nosso nível e fazer um resultado sólido em Barcelona que nos ajude para o campeonato,” insistiu Márquez, reforçando a importância da próxima corrida. Comparou ainda a sua situação à de Bagnaia, destacando as diferenças entre ambos e os desafios que enfrentaram. “Acho que a nossa situação é uma questão de circunstâncias,” comentou, recordando a long lap penalty na Áustria, seguida de uma penalização de três lugares na grelha e uma queda precoce na Hungria, episódios de que admite ter de tirar lições.
Ao recordar a corrida húngara, Alex descreveu-a como “um fim de semana para esquecer, com muitos erros.” E admitiu com franqueza: “Sou o primeiro a reconhecer que este fim de semana também não estive ao nível, por isso precisamos de continuar a melhorar nas pistas stop-go, que não são feitas para mim.” A sua análise revela a consciência clara de que a adaptabilidade é crucial no exigente mundo do MotoGP.
Ao preparar-se para o próximo desafio na Catalunha, Alex mantém o foco na calma e no otimismo. “Precisamos apenas de aprender com a situação,” afirmou, apontando já à próxima corrida com uma mentalidade positiva. No ano passado, em Barcelona, surpreendeu ao bater o irmão Marc e terminar em quinto no Sprint de MotoGP, um feito que poderá reacender o seu espírito competitivo.
Com tanto em jogo, a comunidade do MotoGP vai acompanhar de perto o regresso de Alex Márquez. Será que conseguirá recuperar a glória em Barcelona? A resposta chega já na próxima ronda.