
Ainda que viva fora de Portugal há muito tempo, Maria Ramos, 66 anos, é uma empresária e executiva portuguesa que tem feito uma brilhante carreira internacional. Licenciada em Comércio, pela Universidade de Witwatersrand (Wits), em Economia (Witts) e Mestre em Ciências da Economia pela Universidade de Londres, Maria Ramos esteve vários anos ligada à área da banca e às finanças. A revista Forbes Portugal coloca-a novamente na sua lista anual das Mulheres Mais Poderosas nos Negócios.
Nasceu em Lisboa, em 1959, tendo os seus pais emigrado para a África do Sul quando era ainda criança. Começou a trabalhar no Barclays numa cidade a 50 quilómetros de Joanesburgo, com apenas 18 anos e conciliava os seus estudos superiores com o trabalho. Destacou-se com boas notas e ficou a dar aulas na universidade em Joanesburgo. Em 1996 assume a Direção Geral do Tesouro Nacional na África do Sul, cargo que mantém durante oito anos e em 2004 muda-se para a Transnet, empresa nacional de transportes e logística.
Maria Ramos está colocada na terceira posição da lista de 2025 das Mais Poderosas nos Negócios, alcançando um total de 87 pontos. Está, atualmente, como group chair da instituição financeira Standart Chatered PLC, sediada em Londres.
Assume, em 2009, a liderança do Absa Group Limited, anteriormente designado de Barclays África, posição que ocupou até 2020. Foi nesta data que foi nomeada presidente do conselho de administração da AngloGold Ashanti, uma empresa que atua na área da mineração de ouro, de prata e de cobre, dispersa em bolsa. Em 2021 tornou-se ainda consultora do Banco Mundial. Atualmente a gestora ocupa a posição de Group Chair no grupo financeiro Standart Chatered PLC, sediado em Londres, mas cujas principais operações estão situadas na Ásia, na África e no Médio Oriente. Maria Ramos é casada com Trevor Manuel, político e antigo ministro das Finanças da África do Sul.
Metodologia usada no ranking das 50 Mulheres Mais Poderosas nos Negócios
O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas das quais são retirados mais os nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras. A Forbes Portugal analisou mais de 150 nomes para poder pontuar e chegar assim a uma lista final. No caso de empate, foram atribuídos meios pontos, ou subindo ou descendo em comparação com as pares.
A Forbes Portugal analisou mais de 150 nomes para poder pontuar e chegar assim a uma lista final.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20: Fortuna, pessoal ou familiar; Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista; Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e, por fim, pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresas.