
As autoridades da Mauritânia resgataram ontem cerca de vinte vítimas mortais e 17 sobreviventes de um naufrágio nas suas águas atlânticas de uma embarcação que transportava mais de cem migrantes e que tinha como destino as ilhas espanholas das Canárias.
Fontes da Guarda Costeira da Mauritânia, que não precisaram o número exato de corpos recuperados, indicaram à agência de notícias espanhola EFE que as operações de busca continuam ao largo da zona de M'haijratt, situada a cerca de 60 quilómetros ao norte de Nouakchott, onde ocorreu o naufrágio.
Segundo relatos dos sobreviventes o grupo que viajava na embarcação era composto por mais de uma centena de pessoas, na sua maioria de nacionalidade gambiana e senegalesa, que tinham saído de Gâmbia há seis dias com destino às ilhas Canárias.
No entanto, a ONG espanhola Caminando Fronteras assegurou que a bordo da embarcação iam 144 pessoas, das quais apenas 16 sobreviveram e que foram recuperados até agora 40 corpos.
A rota migratória desde a costa africana até às Canárias, denominada "via atlântica", é considerada uma das mais perigosas do mundo, e causa milhares de mortes todos os anos.
No ano passado, 46.843 migrantes chegaram a Espanha por esta rota, segundo dados oficiais, e 9.757 morreram a tentar atingir o território espanhol, de acordo com a ONG Caminando Fronteras.