
William Lai disse na quinta-feira estar determinado a garantir que o investimento na Defesa exceda 3% do PIB.
"Ao mesmo tempo, continuaremos a reformar a defesa nacional", acrescentou, num discurso proferido na Câmara de Comércio Norte-Americana.
Além de equipamentos mais modernos --- muitos deles adquiridos aos Estados Unidos ---, as forças armadas têm pedido fundos para reter mais militares com salários mais elevados e para alargar o serviço nacional obrigatório, de quatro meses para um ano.
Os comentários de Lai foram a mais recente garantia aos críticos, norte-americanos e domésticos, que dizem que Taiwan não está a gastar o suficiente na defesa.
A ilha, que depende dos Estados Unidos para grande parte do armamento avançado, gasta atualmente cerca de 2,45% do PIB nas forças armadas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu que Taiwan aumentasse as despesas com a defesa até 10% do PIB, uma proporção muito acima do que os EUA ou qualquer um dos seus principais aliados gastam, de forma a dissuadir a China.
Lai disse que Taiwan planeia "avançar a (...) cooperação com os Estados Unidos e outras democracias na manutenção da estabilidade e prosperidade regionais".
Na segunda-feira, pelo menos 59 aviões de combate chineses sobrevoaram Taiwan, o número mais elevado desde outubro.
O Governo chinês afirmou que esta atividade militar era uma "punição firme" contra o líder taiwanês, após William Lai ter classificado Pequim como uma "força estrangeira hostil".
O porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (o executivo chinês) acusou Lai de "agravar o confronto" no Estreito de Taiwan.
De acordo com a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, Chen Binhua descreveu as manobras militares chinesas como necessárias, justificadas e "um poderoso impedimento contra as forças separatistas".
Num comunicado divulgado na segunda-feira à noite, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan expressou "forte condenação" pelas ações militares da China e denunciou o Partido Comunista Chinês como aquele que "de forma constante" expande a sua presença na região, desafia o status quo e "recorre à coação na área cinzenta" para minar a estabilidade.
Lai, considerado um "combatente pela independência" e um agitador por Pequim, classificou a China como uma "força estrangeira hostil" em 13 de março, durante um dos seus discursos mais duros desde que assumiu o cargo.
Taiwan é governada de forma autónoma desde 1949 e possui o próprio exército e um sistema político, económico e social diferente do da República Popular da China, mas Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês.
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