A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) estará ao serviço dos anseios e objetivos dos clubes profissionais, garantiu hoje o presidente Pedro Proença, na abertura das Jornadas Anuais da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP).

"Queremos um caminho agregador e transversal. A FPF será um elemento facilitador para as ansiedades e objetivos que o futebol profissional tem pela frente. Juntos, iremos partilhar visões, experiências e preocupações, bem como encontrar consensos e mudar uma página no futebol português, materializando as vossas propostas", afirmou o dirigente, ao discursar por videoconferência na sede do organismo regulador do futebol profissional.

Depois de reunirem nos últimos meses, os grupos de trabalho formados por elementos da LPFP e dos clubes vão expor as conclusões e as propostas de alterações regulamentares para o futebol profissional sobre as competições, os conteúdos e media, o planeamento estratégico, os lados financeiro, comercial e jurídico ou os adeptos, entre outras vertentes.

"Estamos na antecâmara de uma panóplia de desafios enormes: a comercialização dos direitos audiovisuais, a reestruturação dos quadros competitivos e a redução dos custos de contexto. Tenho muita confiança de que isso será ultrapassado, criando soluções para que possamos ter um futebol profissional mais robusto", reconheceu, vincando que a FPF estará incluída no processo e empenhada em juntar a comunidade futebolística nacional.

Presidente da LPFP entre 2015 e 2024, Pedro Proença mostrou "um misto de emoção e sentimento de responsabilidade" por ter sido convidado para estar presente nas Jornadas Anuais, que são "absolutamente vitais para o relacionamento do futebol profissional com as suas entidades externas" e aportam "um momento de grande maturidade e reflexão".

"A FPF passará a estar presente aqui, sempre que seja convidada, por acreditar no peso do futebol profissional, mas também por uma razão de compromisso com o trabalho dos clubes. Vi [esse convite] como um sinal claro desta nova página que existe no futebol português e da união de toda a nossa comunidade. O futebol profissional representa um eixo central para o que queremos no presente e no futuro", acrescentou o antigo árbitro.

Pedro Proença foi eleito em fevereiro presidente da FPF, sucedendo a Fernando Gomes, recém-empossado na liderança do Comité Olímpico de Portugal (COP), com Helena Pires a ser promovida na chefia interina da LPFP até às eleições de 11 de abril.