
Guilherme Ribeiro conquistou, este sábado, o triunfo no QS4000 de Pantín, na Galiza, na terceira etapa da temporada no circuito de qualificação europeu 2025/26. Num dia final com vários portugueses em destaque, o campeão nacional em título acabou por ser a maior estrela da armada lusa, carimbando a maior vitória internacional da carreira até ao momento e sucedendo ao compatriota e amigo Afonso Antunes como vencedor da prova galega.
Numa prova que contou com ondas desafiantes ao longo de toda a semana, os surfistas portugueses estiveram em especial evidência e no dia final estavam nove ainda em ação. Nos quartos-de-final masculinos houve pleno luso, com Guilherme Ribeiro, Frederico Morais e João Mendonça a conseguirem seguir em frente e, depois, nas meias-finais, apenas Mendonça ficou pelo caminho, terminando no 7.º posto, com Ribeiro e Kikas a carimbarem vaga na final a quatro.
Do lado feminino, Gabriela Dinis, Mafalda Lopes e Constância Simões foram eliminadas na ronda 2, enquanto Camila Cardoso, Teresa Bonvalot e Maria Salgado seguiram em frente. Nos quartos-de-final foi a vez de cair Camila Cardoso e nas meias-finais foi Teresa Bonvalot quem ficou pelo caminho, terminando no 5.º posto. Maria Salgado era, assim, a representante nacional na final feminina.
Com três portugueses na discussão da vitória final deste histórico evento do surf europeu, a final masculina foi a primeira a ir para a água. Embora tenha começado bem, Frederico Morais não conseguiu encontrar uma segunda onda e acabou por terminar no 4.º posto da disputa, com 7,93 pontos. Contudo, na frente do marcador ficou o compatriota Guilherme Ribeiro, com um total de 12,94 pontos, contra os 12,77 do israelita Ido Hagag e os 8,50 do francês Tristan Guilbaud.
Após muita emoção na reta final da bateria, as pontuações foram conhecidas já no areal, onde se deu início à festa portuguesa. Depois de ter vencido o QS1000 de Lacanau, em França, em 2022, Guilherme Ribeiro, de 23 anos, conquistou, assim, a segunda vitória da carreira internacional e a maior até ao momento. Curiosamente, Afonso Antunes foi um dos portugueses que carregou Gui em ombros na festa da vitória, passando, dessa forma, o testemunho de vencedores em Pantín.
Um triunfo que transporta Ribeiro para a liderança do ranking europeu e que o deixa muito bem posicionado na luta pelas vagas de acesso ao circuito Challenger Series 2026. O campeão nacional está, assim, muito perto de regressar a um circuito em que competiu em 2024 e onde estarão em jogo as vagas de acesso ao circuito mundial de surf do ano seguinte. Destaque ainda para o 10.º posto de Francisco Ordonhas, o 13.º de Frederico Morais e o 19.º de João Mendonça.
Na final feminina Maria Salgado, de 18 anos, teve um começo forte de bateria e tentou disputar o triunfo até final nas ondas galegas. A campeã nacional júnior em título, que este ano já se tinha estreado a vencer no circuito Pro Junior europeu, acabou por somar pontos, terminando como vice-campeã, naquele que é, igualmente, o melhor resultado da carreira neste circuito.
Apenas a israelita Anat Lelior, com 13,90 pontos, conseguiu superar os 11,76 de Maria Salgado, com as espanholas Annette Gonzalez Etxabarri (9,00 pontos) e Lucia Machado (4,50) a ficarem no 3.º e 4.º lugar, respetivamente. Um desfecho que coloca Maria Salgado no 3.º posto do ranking e a deixa também em boa posição de assegurar uma vaga no circuito Challenger Series, onde Portugal tem dado boas cartas, tendo neste momento três surfistas em posição de qualificação para o circuito mundial de 2026: Yolanda Hopkins, Francisca Veselko e Teresa Bonvalot.
O circuito europeu de qualificação da World Surf League entra agora numa pausa, regressando somente em 2026 para a reta final da luta pelas vagas de acesso à segunda divisão do surf mundial. No entanto, Portugal vai receber de 29 de setembro a 5 de outubro a quarta etapa do circuito Challenger Series 2025, com vários surfistas portugueses em ação nas ondas da Ericeira.