A goleada sofrida pelo Brasil na última madrugada diante a arquirival Argentina levantou de novo dúvidas em torno da continuidade de Dorival Júnior à frente da seleção canarinha. Segundo o 'Globo Esporte', o debate na CBF voltou a "aquecer" e Carlo Ancelotti (treinador do Real Madrid) continua a ser o preferido do presidente Ednaldo Rodrigues. 

Os empates de novembro com a Venezuela e o Uruguai já tinham levantado algumas dúvidas em torno do atual selecionador mas a "constrangedora", ou mesmo "vergonhosa", como referiu o ex-internacional Denílson, derrota com a Argentina agudizou o problema, isto embora há pouco tempo Ednaldo Rodrigues até tenha mostrado publicamente apoio à equipa técnica.

Certo é que Dorival não pretende colocar o lugar à disposição. Embora reconheça que o resultado de ontem seja "difícil de explicar", o técnico quer continuar à frente da equipa. "A pressão é sempre grande, tenho consciência de tudo o que ela representa. Tudo o que programámos para a partida acabou por não acontecer. Tenho de reconhecer o que foi o jogo, o desenvolvimento da equipa adversária que, com mérito, construiu o resultado. Não tivemos nenhum sentido de reação, mesmo depois do 2-1. Para todos nós é difícil explicar este resultado", explicou o técnico.

E prosseguiu: "É uma derrota marcante, tenho que reconhecer isso. Acredito muito no meu trabalho e no desenvolvimento de tudo isto. É um processo complicado, difícil. Mas não tenho dúvidas em afirmar que encontraremos o caminho. Em todos os anos de permanência no futebol, talvez seja o momento mais delicado. Mas nunca desisto e sempre consegui caminhos importantes nos clubes que liderei."