
No seu artigo semanal publicado no Jornal Sporting, Tito Arantes Fontes, ex-presidente do Grupo Stromp, não esteve com meias palavras para a falta de minutos que Geovany Quenda, jovem de 17 anos que tem sido um dos destaques dos leões esta temporada, mostra ao serviço da Seleção Nacional. Apesar de já ter sido chamado por Roberto Martínez em três ocasiões diferentes, (agosto, novembro e março), o esquerdino ainda não se estrou nos AA, contexto que não lhe provoca qualquer mágoa - leia aqui -, mas que vai precipitando críticas de alguns quadrantes, principalmente no universo verde e branco.
"Mais uma vez selecionado, mais uma vez colocado em dois jogos no banco e só no banco! Sorte tem o Lamine Yamal (que tem a idade do Quenda) em jogar, com outro selecionador, a titular na seleção espanhola", escreveu o jurista, que acrescentou, com as 100 internacionalizações de Bernardo Silva ao barulho: "Olha se esse Yamal tivesse tido o azar de nascer Portugal... Bem que corria o risco de, em vez de abrilhantar o mundo do futebol, ouvir o selecionador de Portugal justificar que melhor que jogar é mesmo festeja no banco e, aí, desfrutar sentadinho no convívio com os jogadores que fazem 100 internacionalizações!".
Numa longa preleção, com enorme mancha sobre a utilização internacional dos futebolistas do campeão português, também a oportunidade concedida a Trincão, em Alvalade, diante da Dinamarca, motivou a análise do jurista, revelando-se "boquiaberto" com o técnico espanhol. Até porque, lembra, acabou por decidir a passagem na Liga das Nações, ao apontar um bis.
"Sabemos bem que o atual selecionador é useiro e vezeiro em passear esterilmente o nosso Trincão por toda a Europa, aplicando-lhe sucessíveis e inúteis banhos de banco", prosseguiu Tito, que rematou: "Mostrou, ainda assim, a sua genialidade, o seu saber, o seu empenho... Ou seja, mostrou aquilo que todos sabemos que é, um extraordinário jogador! Será que, depois de tudo o que se passou, o tal de Martínez, selecionador de Portugal, conseguiu descortinar o que todos nós há muito sabemos? Duvidamos..."