"Este acidente realça o grave custo dos acidentes de viação para as crianças em Moçambique e sublinha a importância de todos os esforços para melhorar a segurança rodoviária", lê-se numa nota daquela agência das Nações Unidas.

O acidente aconteceu na tarde de segunda-feira ao longo da Estrada Nacional 6, no posto administrativo de Cafumpe, no distrito de Gondola, província de Manica, envolvendo a colisão frontal entre uma viatura de transporte semicoletivo de passageiros e um pesado de mercadorias.

"Do sinistro, lamentavelmente e de forma atualizada, damos a conhecer que resultou em 23 óbitos, um ferido grave e dois feridos ligeiros e danos materiais avultados na viatura semi-coletiva de passageiros. As causas: Trânsito fora de mão, aliado à velocidade excessiva", anunciou o porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Leonel Muchina.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, deu na terça-feira uma semana ao Governo para preparar um plano de ação urgente para redução da sinistralidade rodoviária, na sequência daquele novo aparatoso acidente no país.

"Os acidentes de viação, ultimamente, têm ceifado vidas um pouco por todo o país. Queríamos aproveitar esta ocasião para instruir o setor de Transportes e Logística imediatamente a desenhar um plano de ação, a nos apresentarem na próxima sessão do Conselho de Ministros, dentro de uma semana, de forma que possamos fazer uma reflexão", anunciou Daniel Chapo.

A orientação foi dada pelo chefe de Estado no início da reunião semanal do Conselho de Ministros, que decorreu em Lichinga, província do Niassa.

"Mas é no sentido de (...) nos trazerem um plano de ação concreto que possamos, juntos, com todos os setores ligados à fiscalização rodoviária a nível do país, encontrar uma solução que possa levar-nos a diminuir esses casos de acidentes de viação nas nossas estradas", frisou Daniel Chapo, depois de se solidarizar com as vítimas do acidente em Manica.

Além da elaboração do Plano de Ação, o Presidente da República apelou à condução prudente dos automobilistas e apontou algumas zonas do país que requerem maior atenção devido à sua elevada taxa de sinistralidade: "Há locais que nós, como responsáveis pela fiscalização rodoviária, precisamos de ficar mais atentos".

Os índices de acidentes rodoviários em Moçambique são classificados como dramáticos por várias organizações.

As autoridades têm apontado o excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool como as principais causas.

O país registou mais de 4.800 mortos em acidentes de viação nos últimos cinco anos, de acordo com dados divulgados em maio pelo Governo, que apela ao envolvimento da sociedade para travar o flagelo.

 

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