De acordo com uma sondagem da Intercampus, feita entre 20 e 26 de março, para o "Correio da Manhã (CM)", os portugueses dariam a vitória nas legislativas de 18 de maio à Aliança Democrática, penalizando os socialistas e o Chega. A AD sobe para 26,5%, com o Partido Socialista a recuar para os 23,1%. Os indecisos aumentam (eram 11,3% na anterior sondagem da mesma empresa, feita entre 11 a 13 de março) e ficam nos 13,9%.

Esta é uma das principais conclusões que se pode retirar da sondagem, que revela ainda quedas do Chega (de 16,4% na anterior sondagem, para 12,3%), do Bloco de Esquerda (de 4,6% para 2,7%) e da CDU (de 2,4% para 1,8%). Em ascensão está a Iniciativa Liberal (de 8,2% para 9,2%), o PAN (de 1,9% para 2,7%, a par do Bloco) e o Livre, que sobe muito ligeiramente (de 3,9% para 4%).

Há mudanças nas imagens dos líderes, medidas em notas de 0 a 5. Luís Montenegro sobe para 2,8, Pedro Nuno Santos cai para 2,6 e Rui Rocha, da IL, é quem mais se destaca, com 2,9. André Ventura cai para a nota 2, atrás de Mariana Mortágua (2,2) e Paulo Raimundo (2,2).

Embora ainda distante, não está completamente afastada a possibilidade de uma maioria absoluta de direita, formada pela AD e pela IL, diz o jornal. Recorde-se que, na sondagem anterior, o PS encontrava-se à frente da AD, com 24,7% das intenções de voto contra 23,5%. Um sinal de que os partidos no Governo poderão estar a ser menos afetados pelas revelações em relação à empresa de Luís Montenegro do que no início da crise política.

Na primeira sondagem feita depois do debate da moção de con­fiança que ditou a queda do Governo (realizada pelo ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC, com trabalho de campo realizado entre 12 e 17 de março), a AD também estava na frente, com 20% de intenção de voto direta (isto é, sem a habitual distribuição de indecisos), enquanto o PS ficou pelos 15%. Em terceiro lugar aparece o Chega, com 9% de intenção de voto direta , seguindo-se a IL com 4%. Os restantes partidos — CDU, Livre e BE — aparecem com apenas 1% de intenção de voto direta, com os autores do estudo a sublinhar que houve outros partidos também mencionados, como o PAN, mas em número insuficiente para chegar a 1%.

Nesta sondagem não houve distribuição de indecisos para tentar apontar uma percentagem final para os vários partidos, dado que os indecisos atingiram um absoluto recorde — 39%.