
Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram hoje a responsabilidade por uma operação militar contra o porta-aviões USS Harry Truman e outros navios de guerra considerados inimigos no Mar Vermelho, em resposta aos ataques ao território iemenita.
Este será o sexto ataque huthi que visa o USS Harry Truman desde o início da campanha de bombardeamento contra o país ordenada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
"Mísseis, 'drones' e forças navais realizaram uma operação militar conjunta visando navios de guerra inimigos no Mar Vermelho nas últimas horas, liderada pelo porta-aviões USS Harry Truman, de onde a agressão contra nosso país está a ser lançada", disse o porta-voz militar huthi, Yahya Sarea, numa declaração emitida pela televisão.
Sarea afirmou que o confronto durou várias horas e ocorreu depois de as forças aéreas huthi terem atacado "alvos militares israelitas na área ocupada de Yafa (Tel Aviv)" com vários 'drones', numa "operação que atingiu os seus objetivos com sucesso".
O porta-voz dos huthis afirmou que continuarão a bloquear a navegação israelita na área e manterão as operações até que o conflito na Faixa de Gaza termine.
O movimento insurgente apoiado pelo Irão lançou centenas de ataques contra Israel, bem como contra navios comerciais nos mares Vermelho e Arábico, desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 07 de outubro de 2023.
Embora tenham cessado as ações com a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico palestiniano Hamas, em meados de janeiro, quando Israel rompeu o acordo de trégua, os huthis anunciaram a retoma dos ataques para pressionar o governo do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu a levantar o cerco ao enclave.
Em retaliação, os EUA têm vindo a realizar operações militares aéreas no Iémen há dias, deixando mais de 50 mortos e vários feridos.