
"Admite-se que houve, evidentemente, alguma falha de prevenção criminal, que é a antecipação da ocorrência destes fatos", disse, em declarações à imprensa, na terça-feira, o porta-voz do comando-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Leonel Muchina.
Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receio, segundo números divulgados em julho pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, que defendeu que é tempo de o Governo tomar medidas.
Segundo o porta-voz da PRM, além das próprias vítimas e da sociedade, estes raptos preocupam também a corporação.
"Daí que há ações, de forma muito enérgica, a serem desencadeadas para efetivamente haver esclarecimentos", garantiu.
Muchina avançou ainda que existem dados "concretos e relevantes" nos processos para a resolução destes crimes, que desde 2011, afetam Moçambique, sendo as vítimas, essencialmente empresários e principalmente de ascendência asiática, um grupo que domina o comércio nos centros urbanos das capitais provinciais no país.
A maioria dos raptos cometidos em Moçambique é preparada fora do país, sobretudo na África do Sul, disse, em abril de 2024, no parlamento, a então procuradora-geral da República, Beatriz Buchili.
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