A ala militar do grupo islamista palestiniano Hamas divulgou hoje um vídeo que mostra dois reféns israelitas na Faixa de Gaza, no qual dizem ter sobrevivido a um alegado ataque israelita.

A sequência, transmitida pelas Brigadas Izzeddin al-Qassam, dura pouco mais de dois minutos e um dos dois homens israelitas aparece ferido, com ligaduras na cara e na mão direita, segundo relata a agência France-Presse, que salientou não conseguir verificar a autenticidade do vídeo nem a data em que foi gravado.

Após dois meses de uma frágil trégua que permitiu o regresso de 33 reféns israelitas, incluindo oito que morreram, em troca da libertação de cerca de 1.800 palestinianos mantidos em prisões israelitas, Israel retomou a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza em 18 de março.

O exército intensificou os bombardeamentos e enviou os soldados de volta para a frente em muitas áreas do território, das quais os militares israelitas se tinham retirado durante o cessar-fogo.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o seu Governo sustentam, contra o que defende a maioria dos familiares dos reféns, que o aumento da pressão militar é a única forma de obrigar o Hamas a devolver, vivos ou mortos, os ainda mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza.

58 reféns israelitas em cativeiro

Dos 251 reféns feitos durante o ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita, em 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra, 58 continuam cativos em território palestiniano, incluindo 34 mortos, segundo o exército israelita.

No ataque do Hamas no sul de Israel, morreram 1.200 pessoas, a maioria civis, e mais de 50 mil palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza no âmbito da ofensiva israelita no enclave palestiniano, segundo as autoridades locais, controladas pelo Hamas.

O conflito deixou a maior parte do território em ruínas e mergulhado numa grave crise humanitária e, no seu auge, desalojou cerca de 90% da população.