A partir desta quarta-feira, 2 de abril, os cidadãos europeus, incluindo os portugueses, vão ter de apresentar a Autorização Eletrónica de Viagem (ETA) para entrar no Reino Unido.

A autorização especial pode ser pedida através deste site ou da aplicação, disponível na App Store e Google Play.

De acordo com o Governo britânico, os turistas terão de pedir a autorização com antecedência, uma vez que pode demorar até três dias a ser concedida. Ocasionalmente, “pode demorar mais de três dias úteis”, alerta o Executivo.

O sistema exige o registo dos dados pessoais e biométricos nesta aplicação e o pagamento de uma taxa de 10 libras (quase 12 euros), que aumenta para 16 libras (cerca de 19 euros) a partir de 9 de abril.

Bebés e crianças também terão de apresentar uma ETA para entrar.

Outros sites podem cobrar mais pela autorização

O Governo britânico aconselha as pessoas a pedirem a autorização através do site ou da aplicação oficiais e deixa um alerta: "Outros sites podem cobrar mais".

O correspondente da SIC no Reino Unido, Emanuel Nunes, adianta que vários sites e agências estão a prestar este serviço, mas cobram muito mais que o valor oficial. Em alguns casos, 10 vezes mais daquilo que cobra o Governo britânico.

Quem não precisa de uma ETA?

  • Quem tiver um visto;
  • Quem tiver permissão para viver, trabalhar ou estudar no Reino Unido;
  • Quem fizer escala num aeroporto do Reino Unido e não passar pelo controlo fronteiriço - consultar a companhia aérea para confirmar;
  • Cidadãos britânicos e irlandeses;
  • Quem tiver um passaporte dos territórios ultramarinos britânicos;
  • Quem tiver um passaporte britânico (ultramarino);
  • Quem tiver dupla nacionalidade (britânica ou irlandesa) e um passaporte válido;
  • Os residentes na Irlanda que viajarem a partir da Irlanda, Guernsey, Jersey ou Ilha de Man;
  • Crianças que viajam ao abrigo de um protocolo de viagens escolares França-Reino Unido;
  • Quem estiver isento do controlo fronteiriço.

ETA tem dois anos de validade

A ETA terá dois anos de validade, o que garante que o turista possa viajar para o Reino Unido durante esse período (e até seis meses de duração), sem precisar de uma nova autorização.

O pedido terá de ser renovado se o passaporte mudar.

A autorização poderá ser rejeitada com base em antecedentes criminais ou risco e, mesmo garantida, o turista pode ser impedido de entrar no país.

Este novo sistema é semelhante ao que já é usado por países como os Estados Unidos, Canadá ou Austrália, e ao Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagens (ETIAS), que a União Europeia ainda não tem data para lançar.