
O Tribunal Judicial de Beja decretou hoje a prisão preventiva do homem, de 39 anos, suspeito de ter ateado um incêndio com recurso a um isqueiro num terreno rural baldio em Beja, revelou fonte policial.
A fonte da Polícia Judiciária (PJ) indicou à agência Lusa que o suspeito foi presente hoje a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Beja.
O tribunal decretou a medida de coação mais gravosa e o homem foi conduzido para o Estabelecimento Prisional de Beja, onde vai aguardar o desenrolar do processo, segundo a mesma fonte.
A PJ explicou em comunicado, divulgado na quinta-feira, que o presumível autor deste crime de incêndio, ocorrido no dia 18, foi detido através da Diretoria do Sul daquela polícia de investigação criminal, “na sequência da obtenção de relevantes elementos de prova”.
“O suspeito, sem justificação plausível, ateou o incêndio, com recurso a chama direta (isqueiro), num terreno rural baldio, com o solo ocupado por vegetação herbácea rasteira, localizado na Colina do Carmo”, numa das freguesias da cidade, disse a PJ.
As chamas consumiram uma área de quatro hectares, mas o incêndio, que foi “precocemente detetado por um bombeiro, só não tomou maiores proporções devido à pronta intervenção dos Bombeiros de Beja”.
Segundo a Judiciária, os bombeiros rapidamente conseguiram extinguir o fogo e fizeram cessar o perigo que representou para as habitações dispersas existentes nas imediações.
Contactada na quinta-feira pela Lusa, fonte policial revelou que o alegado incendiário foi detido na quarta-feira, em Beja.