A inflação terá voltado aos recuos no segundo mês do ano. Em fevereiro, o Instituto Nacional de Estatística (INE) estima que a taxa de inflação terá ficado nos 2,4% (o que compara com 2,5% em janeiro), segundo os dados divulgados esta sexta-feira.

A taxa medida pelo índice de preços no consumidor (IPC) desceu, portanto, 0,1 pontos percentuais em relação a janeiro.

Este valor é superior à ‘marca’ dos 2% considerada segura pelos bancos centrais na condução da política monetária. Portugal não está abaixo deste valor desde agosto do ano passado (1,86%). Em teoria, com uma taxa de inflação abaixo de 2%, é seguro continuar a baixar os juros - algo que o Banco Central Europeu (BCE) começou a fazer no verão passado depois de dois anos de subida.

Um dos fatores a que o BCE está mais atento é a inflação subjacente. Em Portugal, este indicador voltou a cair em fevereiro, tendo atingido os 2,4% (2,7% em janeiro). A inflação subjacente mede a evolução de um cabaz de bens e serviços com mudanças menos frequentes (exclui bens energéticos e produtos alimentares não transformados) e com oscilações menos pronunciadas de preço.

O INE indica que a “variação do índice relativo aos produtos energéticos diminuiu para 1,5% (2,4% no mês anterior) e a variação do índice referente aos produtos alimentares não transformados aumentou para 2,4% (1,8% em janeiro de 2025)”.

Em relação a janeiro, a variação dos preços terá sigo ligeiramente negativa (-0,1%). Em janeiro a variação em cadeia tinha sido -0,5%.

O INE estima ainda que o índice harmonizado de preços no consumidor - indicador usado para a comparação entre países da União Europeia - se tenha fixado nos 2,4%. Em janeiro este indicador situou-se nos 2,7%, um valor superior ao verificado na zona euro (2,5%).

Os dados definitivos da inflação de fevereiro serão divulgados a 12 de março.