O presidente do Vitória de Guimarães, António Miguel Cardoso, prometeu, este sábado, deixar o cargo no final da época se a equipa se classificar abaixo da 5.ª posição na Liga Portugal.

Presente na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, após o empate entre Vitória e Arouca (1-1), para a 4.ª jornada, o dirigente pediu aos sócios do clube para deixarem "respirar" o plantel, quando ocupa o 10.º posto, com quatro pontos, depois dos assobios com que se despediram dos jogadores.

"O nosso objetivo é ganhar todos os jogos. Se ficarmos abaixo do quinto lugar, sou o primeiro a sair. O projeto é este. Estamos a passar por uma fase em que temos de apostar nos jovens. Este clube tem de ser respeitado e queremos jogadores que queiram cá estar. Não estou agarrado [ao cargo]. Se correr mal, sou o primeiro a sair", vincou.

O responsável mostrou-se confiante de que o Vitória pode terminar o campeonato nos cinco primeiros lugares e repetir os três apuramentos consecutivos para as provas da UEFA, entre 2021/22 e 2023/24, ciclo interrompido na época transata.

O responsável admitiu que os sócios do clube minhoto são "quem mais sofre" com o arranque de época, traduzido numa vitória, num empate e em duas derrotas, mas pediu-lhes para não deixarem de apoiar um plantel com "jovens a chorar no balneário" após o empate caseiro de hoje, que precisam de "sentir carinho".

António Miguel Cardoso elogiou os processos de treino da equipa técnica liderada por Luís Pinto e enalteceu o lançamento de Gonçalo Nogueira e de Miguel Nogueira, dois jogadores formados no clube que se estrearam na presente edição da Liga Portugal.

Reeleito em 01 de março de 2025 para um segundo mandato como presidente, em vigor até 2028, o dirigente frisou ainda que "quer ganhar muito mais" no futuro, ao serviço de um clube que conquistou uma Taça de Portugal (2012/13) e uma Supertaça (1988) em quase 103 anos de existência.