O selecionador nacional Mário Gomes deixou claro, este domingo, que a prioridade de Portugal não é a Letónia, adversária na quarta jornada do Grupo A do Eurobasket 2025, segunda-feira, mas sim o rendimento da própria equipa.

«É um jogo igual aos outros. A nossa preocupação fundamental não é com o adversário, mas connosco próprios. Temos que vir para o jogo de amanhã [segunda-feira] como viemos para os dois primeiros jogos e como não viemos ontem [sábado]», afirmou o técnico, depois do treino na Xiaomi Arena, em Riga.

Depois da pesada derrota frente à Turquia (95-54), Mário Gomes admitiu que «a equipa não estava pronta para jogar, ao contrário do que aconteceu nos dois primeiros jogos, em que a equipa veio em estado de prontidão para aquilo que era preciso fazer».

«Portanto, o jogo de amanhã [segunda-feira], mais do que o adversário, preocupa-nos que Portugal é que vamos ter e eu acredito que vamos voltar ao registo dos dois primeiros jogos», acrescentou.

Nos próximos encontros, o ambiente também será diferente: mais de 11 mil espetadores vão encher as bancadas contra Letónia e Estónia, depois de pouco menos de 3 mil face à Sérvia. O selecionador não escondeu críticas à forma como o sorteio foi desenhado.

«A Letónia e a Estónia jogam em casa, o que é mais uma das originalidades deste sorteio, que acaba por não ser um sorteio puro - são outros interesses, que não desportivos. O que é um facto é que vamos terminar o campeonato a jogar contra equipas que vão jogar as duas em casa, o que não devia acontecer, na minha opinião, mas são contas de outro rosário», frisou.

Para o selecionador, o essencial é garantir que a equipa esteja preparada mentalmente: «Nós nunca sabemos, nunca temos 100% de certeza do que vai na cabeça dos jogadores, mas julgo que estão preparados, não há motivos para que assim não seja».

Apesar da derrota dura, Mário Gomes garante que a motivação continua intacta. «A derrota de ontem [sábado] magoou, fez moça, mas nós - tal como eu lhes disse no início e ainda há pouco recordei - não temos tempo nem para chorar, nem para ter pena de nós próprios, até porque viemos para aqui com um objetivo e neste momento estamos mais próximos de alcançar esse objetivo do que estávamos no início», destacou.

Confiante, acredita que Portugal pode regressar ao nível mostrado nos triunfos anteriores: «Numa altura destas, não pode haver dúvidas sobre o estado de motivação dos jogadores e a crença dos jogadores em conseguirem atingir o objetivo. Estou plenamente confiante que vamos voltar ao registo dos dois primeiros jogos».

Sobre o adversário, não escondeu respeito: «Eles têm um excelente jogo exterior, jogam com um ritmo muito elevado. É uma equipa que gosta de jogar em campo aberto, posses de bola curtas, com muito bons lançadores e um ponto forte, que tanto pode jogar fora como dentro, que é o Porzingis. É uma equipa completa, a número 9 do mundo, está tudo dito».

Para vencer, Portugal precisa de rigor: «Temos que conseguir defender ao nível que defendemos nos dois primeiros jogos e, no ataque, ser mais esclarecidos, mais disciplinados taticamente, e conseguir melhor percentagem de lançamentos do que temos tido, porque, mesmo no jogo com a Sérvia, a percentagem de lançamentos não foi boa e ontem [sábado] foi verdadeiramente má, mas há dias assim. Os jogadores são os mesmos, eles têm que lançar e têm de meter».

O técnico luso, que cumprirá o 93.º jogo pela seleção, comentou ainda a sua expulsão frente à Turquia: «Não tem nada a ver com o resultado, obviamente Portugal não perdeu com a Turquia por causa da arbitragem. A expulsão tem a ver com defender os meus jogadores, e foi isso que eu fiz, porque ontem [sábado] o que se passou foi que os árbitros não respeitaram a equipa portuguesa, não respeitaram os jogadores e, portanto, eu senti-me na obrigação, porque é o meu papel, de defender os jogadores. Foi isso que se passou».

Portugal defronta a Letónia esta segunda-feira, às 18h locais (16h em Lisboa), na Xiaomi Arena, em Riga.