O responsável confirmou hoje a saída do técnico de 52 anos, a 'custo zero', na sequência de um pedido de demissão com efeitos imediatos apresentado na terça--feira e convidou--o a "pedir desculpa" ao emblema vimaranense na sequência dos acontecimentos desencadeados pela reunião com o presidente dos brasileiros do Cuiabá, Cristiano Dersch, em 29 de abril, tornada pública.

Segundo uma nota emitida pela assessoria de imprensa do treinador, a "falta de palavra" do presidente vitoriano tem "sido uma constante" e atingiu hoje o "ponto mais grave", com António Miguel Cardoso "a faltar à verdade em toda a linha sobre tudo o que envolveu a saída de Álvaro Pacheco do Vitória".

"Na sequência do sucedido nas últimas semanas, sobretudo hoje, em que António Miguel Cardoso proferiu publicamente inúmeras afirmações, muito graves que atacam a honra e o bom nome de Álvaro Pacheco, o treinador e, sobretudo, o homem de fortes valores que é decidiu avançar com uma queixa-crime por difamação contra António Miguel Cardoso", realça a nota.

O técnico avançou com a queixa-crime "por si, mas também pelos vitorianos que não merecem que quem dirige a instituição não lhes diga toda a verdade de todos os factos", após a "ligação, entrega e compromisso" estabelecidos com o emblema minhoto, que representou com "honra e respeito", acrescenta o comunicado.

Álvaro Pacheco deixou hoje o Vitória de Guimarães, equipa cuja liderança técnica assumira em outubro de 2023 e pela qual somara 18 vitórias, cinco empates e nove derrotas em jogos oficiais, tendo contribuído para o quinto lugar que ocupa no campeonato, com 60 pontos.

O técnico natural de Felgueiras está a ser associado aos brasileiros do Vasco da Gama após ter deixado o Vitória, equipa que vai ser orientada pelo até agora adjunto Rui Cunha no encontro de sábado com o Arouca, para a 34.ª e última jornada do campeonato.

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