Segundo fontes citadas pela agência de notícias financeiras, a Walmart não mudou de posição, apesar da insatisfação das autoridades chinesas, e continua a exigir que os fornecedores no país asiático reduzam os preços até 10% por cada ronda de taxas, o que na prática significa que seriam eles a assumir os custos das taxas impostas por Trump.

O Ministério do Comércio convocou executivos da empresa norte-americana em março para discutir a questão, enquanto uma conta afiliada da televisão estatal chinesa CCTV nas redes sociais fez uma ameaça bastante mais direta: "Se a Walmart insistir nesta abordagem, as consequências podem ir além de uma simples reunião".

As empresas norte-americanas estão a negociar formas de lidar com os custos adicionais gerados pelas taxas, uma situação que será ainda mais exacerbada esta semana, já que Trump prometeu nova ronda de taxas, que descreveu como recíprocas, contra vários países.

No caso da China, Trump já impôs nas últimas semanas taxas de 20% sobre todas as importações oriundas do país asiático.

Outros retalhistas norte-americanos, como a Costco e a Target, alertaram para o facto de o aumento das taxas se traduzir em preços mais elevados, com produtos como os têxteis e os artigos para o lar entre os mais atingidos.

Fontes citadas pela Bloomberg afirmaram que alguns fabricantes chineses estão a ter dificuldades em satisfazer as exigências da Walmart, a 13ª maior empresa do mundo em termos de capitalização de mercado, e que estão a considerar alternativas, como produzir noutros países asiáticos, incluindo Camboja ou Vietname.

No seu primeiro mandato (2017-2021), Trump manteve uma relação tensa com Pequim, lançando várias rondas de taxas contra centenas de milhares de milhões de dólares de exportações chinesas, às quais a China respondeu com taxas sobre exportações dos EUA.

 

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