
Alberto João Jardim voltou a recorrer às redes sociais para tecer duras críticas ao actual Presidente da República. O ex-líder do Governo Regional da Madeira afirmou não subscrever os mandatos de Marcelo Rebelo de Sousa, acusando-o de “egocentrismo político”, de revelar “complexos de esquerda” e de manter oposição à regionalização do continente e à evolução das autonomias insulares.
Jardim recorda ainda que o Chefe de Estado, na qualidade de Comandante Supremo das Forças Armadas, “continua a dever explicações ao povo madeirense” sobre uma operação policial ('Zarco') que, segundo acusa, utilizou de forma “desproporcional” meios militares e que acabaria por ser desautorizada por um magistrado.
Se, por um lado, critica Marcelo Rebelo de Sousa, por outro, Jardim não poupa elogios às recentes declarações proferidas pelo Chefe de Estado, na Universidade de Verão do PSD, sobre Donald Trump, sublinhando: “Mesmo que desgoste o Ministro das Relações Externas, o que disse de Trump, sim senhor, aplaudo!”.
O ex-presidente do Governo Regional aproveitou também para atacar o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a quem acusa de não ter sido imparcial no conflito entre Israel e grupos terroristas e de “assobiar para o lado” no caso da Ucrânia. “Já se esperava este défice democrático que é o descalabro Guterres”, escreveu.
Por fim, Jardim deixou ainda um aviso político para consumo interno, dirigido ao concelho de Santana, acusando forças locais de manipulação eleitoral. “Santana é um dos três concelhos do Norte com 12 anos perdidos. Sempre anti-PSD, de CDS camuflado, mas feito com JPP e PS, usa esta ronha e as dependências pessoais (subsídios). O povo de Santana esteja atento a não o enganarem”, alertou.