
As forças armadas e o Serviço Nacional de Informações (Shin Bet) israelitas confirmaram hoje a morte de Abdelatif al-Qanou, porta-voz e um dos "principais instigadores" do Hamas, num ataque no norte da Faixa de Gaza.
Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que o porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) "agiu como terrorista" nas Brigadas Izzeldin al-Qassam, o braço militar da organização, enquanto usava sistematicamente os meios de comunicação social "para fins de propaganda, terrorismo psicológico e divulgação de informações falsas sobre as atividades do Hamas".
"Durante anos, Al-Qanou serviu como um dos principais porta-vozes da organização terrorista e, como parte do seu papel, espalhou mentiras, incitou atos terroristas e promoveu a narrativa assassina da organização com o objetivo de destruir o Estado de Israel", adiantaram.
O Hamas já tinha anunciado durante o dia a morte de Abdelatif al-Qanou num ataque "direto" à tenda onde se encontrava, no sector de Jabalia.
A 18 deste mês, o exército israelita retomou os bombardeamentos na Faixa de Gaza, seguidos de operações terrestres, após a trégua de dois meses na guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel a 07 de outubro de 2023.
Desde o passado dia 18, pelo menos 855 palestinianos foram mortos no território sitiado e devastado, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas.
A 20 deste mês, o exército israelita declarou que tinha morto o chefe da segurança interna do Hamas, Rachid Jahjouh, num ataque aéreo.
Dois dias antes, o Hamas declarou que o chefe do seu governo na Faixa de Gaza, Essam al-Dalis, e o líder do Ministério do Interior, Mahmoud Abou Watfa, se encontravam entre os quatro funcionários mortos em ataques israelitas.
Tal como Essam al-Dalis, um outro membro do gabinete político do Hamas, Salah al-Bardawil, foi morto com a sua mulher num ataque israelita no passado dia 22.
"Os ataques contra os dirigentes e os porta-vozes do movimento não vão quebrar a nossa vontade. Pelo contrário, reforçarão a nossa determinação em prosseguir o nosso caminho até à libertação da nossa terra e dos nossos lugares sagrados. O sangue dos mártires continuará a ser a força motriz e a inspiração da resistência até à vitória", declarou hoje o Hamas no comunicado.
O número de mortos na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em outubro de 2023, superou no fim de semana os 50 mil, na sequência dos últimos bombardeamentos israelitas no enclave palestiniano, segundo dados fornecidos pelas autoridades locais, controladas pelo Hamas.