Foram disparados dois mísseis contra o norte de Israel a partir de território libanês esta manhã. O Exército israelita já avisou a população de um bairro dos subúrbios de Beirute para abandonar o local que ameaça atacar para atingir o Hezbollah. A ONU apela à "contenção" a todas as partes.

O exército israelita anunciou que foram disparados dois "projéteis" do Líbano, um dos quais foi intercetado pelas defesas antiaéreas e o segundo caiu em solo libanês.

Nas comunidades próximas à fronteira, foram ativadas as sirenes de ataques aéreos.

O ministro da Defesa israelita garante que o governo libanês é responsável direto por quaisquer ataques à região da Galileia, no norte de Israel. E ameaça que se os ataques continuarem, não haverá paz em Beirute.

O exército israelita pediu aos residentes de uma zona nos subúrbios a sul de Beirute que se retirasse antes de um ataque israelita, o primeiro na capital libanesa desde o início da trégua.

“As pessoas [presentes] no bairro de Hadath devem evacuar a área em torno das instalações do Hezbollah”, escreveu na sua conta X, o porta-voz do exército israelita para o público de língua árabe, Avichay Adraee, indicando um edifício a vermelho num mapa. Este é o primeiro pedido de evacuação feito pelo exército israelita na região de Beirute desde que o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor a 27 de Novembro.

Após o anúncio israelita, o caos instalou-se na zona de Al-Jamous, nos subúrbios ao sul de Beirute, onde os habitantes temem um "massacre", uma vez que o trânsito foi interrompido e são esperadas grandes multidões, informou a agência de notícias oficial libanesa (ANN).

O grupo xiita libanês ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, embora uma fonte dentro do movimento se tenha distanciado do lançamento inicial e reafirmado o seu compromisso com o cessar-fogo acordado pelas partes há quatro meses em declarações à Rádio Al-Nour, também afiliada do Hezbollah.

ONU pede contenção

"O regresso de um conflito mais largo no Líbano seria devastador para os civis dos dois lados da fronteira e deve ser evitado a todo o custo. É absolutamente necessário que todas as partes exerçam contenção", afirmou a representante da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, num comunicado.