
A economia portuguesa cresceu 1,9% no segundo trimestre do ano, em termos homólogos, e 0,6% em cadeia, confirmou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).
"O Produto Interno Bruto (PIB), em volume, registou uma variação homóloga de 1,9% no segundo trimestre de 2025, taxa superior em 0,2 pontos percentuais à observada no trimestre precedente", indica o INE, confirmando a estimativa rápida divulgada no final de julho.
Em termos nominais, no segundo trimestre o PIB aumentou 6,0% em termos homólogos (5,2% no trimestre precedente), com o deflator implícito a registar uma taxa de variação de 4,1% (3,5% no primeiro trimestre).
Segundo os dados divulgados esta sexta-feira, a variação em cadeia também não sofreu revisões: "Comparando com o primeiro trimestre de 2025, o PIB aumentou 0,6% em volume, após uma diminuição de 0,4% no trimestre anterior", refere.
No que diz respeito à evolução homóloga, é de destacar o contributo negativo "menos acentuado" da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB, "refletindo a desaceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que a observada nas exportações de bens e serviços".
Por sua vez, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB "diminuiu ligeiramente, passando de 3,7 pontos percentuais no primeiro trimestre para 3,6 pontos percentuais, refletindo a desaceleração do investimento".
Investimento passou de um crescimento de 6,4% no primeiro trimestre para 5,6%,
Por componentes da procura interna, em volume, verificou-se uma ligeira aceleração do consumo privado (inclui as instituições sem fim lucrativo ao serviço das famílias), para uma variação homóloga de 3,6% no segundo trimestre (3,5% no trimestre anterior).
Já o investimento passou de um crescimento de 6,4% no primeiro trimestre para 5,6%, enquanto o consumo público (despesas de consumo final das Administrações Públicas) acelerou ligeiramente para uma variação de 1,4% (1,3% no trimestre precedente).
No segundo trimestre de 2025, observou-se um crescimento em volume de 0,1% das exportações de bens e serviços, após um aumento de 1,5% no primeiro trimestre, e de 3,8% das importações de bens e serviços (5,9% no trimestre precedente).
Nas exportações, a componente de bens abrandou de uma variação homóloga de 1,0% no primeiro trimestre para 0,5%, enquanto a componente de serviços diminuiu 0,6% no segundo trimestre, após um crescimento de 2,4% no trimestre anterior.
Relativamente às importações, a componente de bens desacelerou para uma taxa de 5,1% (6,7% no trimestre precedente) e a componente de serviços contraiu 1,7%, após o aumento de 2,6% no primeiro trimestre.
Já na comparação em cadeia - em que o PIB aumentou 0,6% em volume entre abril e junho, após uma diminuição de 0,4% no trimestre anterior - o INE destaca o aumento do contributo positivo da procura interna para 0,8 pontos percentuais (0,3 pontos percentuais no trimestre anterior), impulsionada por um aumento do consumo privado.
Em comparação com o primeiro trimestre, as exportações totais, em volume, aumentaram 0,2%
Quanto ao contributo da procura externa líquida para a taxa de variação em cadeia do PIB, passou de -0,7 pontos percentuais para -0,2 pontos percentuais, em resultado do aumento das exportações de bens e serviços e de um crescimento menos intenso das importações.
Em comparação com o primeiro trimestre, as exportações totais, em volume, aumentaram 0,2% (diminuição de 0,4% no trimestre anterior), refletindo um crescimento de 1,0% da componente de bens e uma diminuição de 1,1% da componente de serviços (taxas de -1,1% e +0,9% no primeiro trimestre).
Já as importações totais registaram uma variação em cadeia de 0,7% no segundo trimestre (1,1% no trimestre precedente), com um crescimento de 0,8% na componente de bens e de 0,6% na componente de serviços.
No segundo trimestre, verificou-se um aumento nos ganhos dos termos de troca, contrariamente aos dois trimestres anteriores.
O deflator das importações de bens e serviços passou de um aumento homólogo de 0,5% no primeiro trimestre para uma diminuição de 1,5%, "refletindo, em parte, o efeito da redução dos preços de bens energéticos", enquanto o deflator das exportações registou uma variação homóloga de 0,4%, menos 0,5 pontos percentuais do que no trimestre anterior.
Em termos nominais, o saldo externo de bens e serviços situou-se em 1,1% do PIB no entre abril e junho, contra 0,7% no trimestre anterior e 2,0% no segundo trimestre de 2024.
[Notícia atualizada às 12:30]