
O alojamento turístico na Região registou, em Julho deste ano, a entrada de 245,8 mil hóspedes, os quais geraram 1.318,4 mil dormidas, o que se traduz em variações homólogas positivas de 14,3% e 11,3%, respectivamente. O segmento da hotelaria concentrou 66,5% das dormidas desse mês (876,5 mil), crescendo 8,2% em termos homólogos, enquanto o alojamento local (31,4% do total) e o turismo no espaço rural (2,2% do total) subiram 19,2% e 3,2%, pela mesma ordem.
Os dados foram hoje disponibilizados pela Direção Regional de Estatística que indica que, em Julho, as dormidas aumentaram em todas as regiões, tendo os maiores crescimentos ocorrido no Alentejo (+9,8%) e na RA Madeira (+7,2%). Nas regiões da Grande Lisboa e do Algarve os crescimentos foram mais modestos (+1,9% em ambos os casos). O Algarve concentrou 30,8% do total de dormidas, seguindo-se a Grande Lisboa (20,4%). Estes dados não têm em conta o alojamento local com menos de 10 camas.
Quanto à taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 75,6%, +2,8 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (72,8%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto atingiu os 84,8% (83,2% em julho de 2024).
A estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,82 noites (4,97 noites em julho de 2024). Os valores mais elevados continuam a ser observados na hotelaria (4,87 noites) e no alojamento local (4,80 noites), seguidos pelo turismo no espaço local, que apresenta a estada média mais baixa, com 3,70 noites.
A DREM refere-se ainda aos primeiros sete meses de 2025, dando conta de que os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 1.407,4 mil, o que representa um crescimento de 9,7% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um acréscimo, aumentando 9,0% em comparação com o mesmo período de 2024, ultrapassando os 7,3 milhões.
Turistas nacionais em crescimento
Os 10 principais mercados emissores representaram 82,0% do total das dormidas registadas em Julho de 2025. Novamente Portugal está em destaque com 20,3% do total, ou seja, mais 57,3% do que em Julho de 2024, ultrapassando, pela segunda vez, o Reino Unido (14,9%; +3,6%) e a Alemanha (14,8%; -3,2%). Na quarta posição, em termos de peso relativo no total de dormidas, encontra-se o mercado francês (8,5%; +9,9%), seguido pelo mercado polaco (6,7%; +19,3%).
"Em termos acumulados, de Janeiro a Julho de 2025, os dois principais mercados emissores internacionais registaram variações homólogas nas dormidas em sentidos opostos: o mercado alemão registou um ligeiro aumento de 0,5%, enquanto o mercado britânico apresentou uma quebra de 0,4%. Já o mercado de residentes em Portugal, segundo principal mercado neste período, destacou-se com a variação homóloga positiva mais significativa, ao registar um crescimento de 39,8%", indica nota da DREM.
Em Julho de 2025, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 20,8% e 21,9%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 97,1 milhões de euros e 72,1 milhões de euros. No total do País, no mesmo mês, os proveitos totais também registaram uma variação homóloga positiva (+10,6%), tal como os proveitos de aposento, que evidenciaram um crescimento de 9,2%.
Em termos acumulados, as variações dos proveitos, na Região, foram de +20,5% e +22,2%, respetivamente, totalizando, de janeiro a julho de 2025, os 502,1 milhões de euros, no caso dos proveitos totais, e os 361,8 milhões de euros, no que se refere aos proveitos de aposento.
No mês de Julho de 2025, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 124,92 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), +17,6% que no mesmo mês do ano precedente. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 127,71€, em julho de 2024, para 147,25€, em julho de 2025 (+15,3% de variação homóloga).
De Janeiro a Julho de 2025, o RevPAR no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas) situou-se nos 95,20 euros, representando um aumento de 20,0% face ao período homólogo. No sector da hotelaria, o RevPAR foi de 102,21 euros, correspondendo a uma subida de 21,0%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 122,02 euros no conjunto do alojamento turístico (+16,6% em relação ao período homólogo) e nos 125,86 euros na hotelaria (+17,0%).