O Irão condenou este domingo o “ataque atroz” de Israel contra o Iémen, que resultou na morte do primeiro-ministro do governo controlado pelos rebeldes huthis, Ahmed al-Rahawi, e de vários membros do seu gabinete.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano classificou a ofensiva como um “claro crime de guerra e contra a humanidade”, acusando Israel de ter atingido “infraestruturas e zonas residenciais” em Sanaa.

O ataque, ocorrido na última quinta-feira, visou uma instalação que reunia dezenas de altos responsáveis huthis. Além de Rahawi, morreram vários ministros, segundo as autoridades locais. Teerão pediu uma resposta urgente da comunidade internacional e dos países islâmicos para travar a “conduta beligerante” do Estado israelita.

“O Conselho de Segurança da ONU e todos os Estados-membros têm a responsabilidade de agir para deter as ações bélicas do regime ocupante e exigir responsabilidades aos seus líderes criminosos”, lê-se no comunicado.

Os huthis do Iémen, aliados de Teerão e membros do chamado “Eixo da Resistência” (que inclui também Hamas, Hezbollah e milícias pró-iranianas), têm lançado drones e mísseis contra Israel em retaliação pela guerra em Gaza. Em resposta, a aviação israelita bombardeou alvos em Sanaa e noutras áreas do Iémen.

Os confrontos intensificaram-se após o início da guerra em Gaza em outubro de 2023 e prosseguiram mesmo depois do cessar-fogo alcançado em maio entre os huthis e os Estados Unidos.