Um ataque com um míssil balístico russo na cidade ucraniana de Kryvyi Rih, no centro da Ucrânia, matou pelo menos quatro pessoas, segundo as autoridades locais.

Oleksandre Vilkoul, chefe da administração militar de Kryvyi Rih, a cidade natal do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, disse que o ataque tinha danificado vários blocos de apartamentos.

"Está a decorrer uma operação de salvamento de emergência. Um grande incêndio deflagrou", acrescentou na rede social Telegram. De acordo com o governador regional, Serguii Lyssak, quatro pessoas morreram e outras três, com idades entre 29 e 41 anos, foram hospitalizadas.

Imagens publicadas nas redes sociais ucranianas mostram grandes quantidades de fumo negro a sair de um edifício e carros em chamas nas imediações.

Terra de Zelensky é alvo frequente

Kryvyi Rih, que fica a cerca de 80 quilómetros da linha da frente, tem sido um alvo regular de ataques aéreos desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Antes do início da guerra, viviam na cidade cerca de 600 mil pessoas.

A 5 de março, um míssil russo atingiu um hotel na cidade, matando duas pessoas e ferindo outras sete. Em janeiro, quatro pessoas foram mortas num bombardeamento e em dezembro, um ataque matou uma pessoa e feriu outras 14.

Troca de acusações

Ainda esta quarta-feira, o Presidente ucraniano condenou "uma nova vaga de ataques deliberados e de danos nas instalações energéticas", apesar da moratória acordada entre a Rússia e a Ucrânia, que visa a interdição de ataques a este tipo de instalações. Os ataques provocaram cortes de eletricidade que afetaram "cerca de 4.000 pessoas" nas regiões de Sumy e Dnipropetrovsk, segundo Zelensky.

Por sua vez, Moscovo reclamou de ataques ucranianos contra instalações elétricas que provocaram cortes que afetaram cerca de 1.500 pessoas em região deKursk.

Na terça-feira um ataque russo deixou 45 mil habitantes em Kherson sem eletricidade, levando a acusações sucessivas de violação da trégua por parte do chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiga.

A 18 de março, o líder russo, Vladimir Putin, aceitou a proposta do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer uma moratória de 30 dias sobre os ataques às infraestruturas energéticas ucranianas e russas, à qual se juntou, uma semana mais tarde, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.